Posts na série Comparativo de Distros para Servidor LAMP
- Comparativo de Distros Linux para Servidor LAMP - Apresentação
- Comparativo de Distros Linux em Servidor LAMP - Contexto
- Comparativo de Distros Linux para Servidor LAMP - Implementação
- Comparativo de Distros Linux para Servidor LAMP - Resultados
Atualmente as principais distribuições possuem uma instalação muito semelhante, por isso não será feita uma descrição detalhada de cada passo para não tornar o texto extenso ou cansativo. Estas notas de implementação se concentrarão apenas nos detalhes mais pertinentes ao contexto proposto. Os procedimentos de instalação foram sempre os mesmos, instalação mínima e com particionamento automático, gerenciado pelo instalador.
Debian: Pequeno e versátil
Ao final da instalação o sistema ficou com duas partições, hda1 (/) e hda5 (swap), repectivamete com 3,8 GB e 240 MB de espaço em disco. Durante a instalação os pacotes mysql-server e php5-mysql não foram instalados o que necessitou de nossa intervenção para incluir os mesmos através da ferramenta aptitude. Despois de instalado ficou em primeiro lugar em aproveitamento de disco com 683 MB. O integração do Apache, PHP e MySQL foi transparente, tudo realizado pelo gerenciador de pacotes. No quesito configurações o Debian não possui nenhum utilitário “tudo-em-um” e a maior parte das alterações são feitas diretamente nos arquivos. Na Figura 1 podemos observar a organização da pasta de configuração de Apache, muito importante para a configuração e manutenção dos domínio virtuais. Apesar de toda configuração ser manual o Debian dispõe de ferramentas de linha de comando para ativar (a2ensite) e desativar (a2dissite) um site (domínio) automaticamente, bastando um posterior reload no serviço. Um diferencial do Debian é que nos repositórios oficiais são mantidos versões de transição dos aplicativos o que favorece muito em ambientes compartilhados heterogêneos. Por exemplo é possível instalar e manter e rodando o Apache 1.x e 2.x, bem como o PHP e o MySQL em seus dois maiores lançamentos, sem nenhum esforço.
Figura 1: Arquivos de Configuração do Apache no Debian
CentOS: Espaçoso e muito confiável
O instalador do CentOS preferiu utilizar LVM1 e particionou o disco em dois: hda1 (/boot) e (hda2), repectivamete com 3,8 GB e 240 MB de espaço em disco. A segunda partição se transfomou num volume físico (VolGroup00) que se dividiu em dois volumes lógicos, LogVol00 (/) e LogVol01 (swap), respectivamente com 3,38 GB e 512 MB de espaço em disco. O particionamento demonstrou uma preocupação notável com ambientes que precisam de escalabilidade e gerenciamento de disponibilidade. Com tudo instalado ficou em último lugar em aproveitamento de espaço em disco com 1035 MB, próximo ao dobro do primeiro colocado (Debian). O integração do Apache, PHP e MySQL foi transparente. O CentOS tem o utilitário de linha de comando, chamdo setup, que configura alguns itens essenciais como tipo de autenticação, rede, firewall e serviços do sistema. Um dos grandes destaques desta distro é a preocupação com escalabilidade e segurança. Foi necessário liberar explicitamente conexões externas ao apache, por exemplo. Com relação a implantação dos domínios virtuais ela não presentou nenhuma opção para o administrador, sendo necessário editar tudo manualmente. A Figura 2 mostra os arquivos de configuração do apache, bem menos intuitivo do que no Debian. Observou-se a instalação de pacotes totalmente desnecessários como o squid e ainda não tem suporte a instalação de versões diferentes do mesmo aplicativo como no Debian.
Figura 2: Arquivos de Configuração do Apache no CentOS
OpenSUSE: Amigável e robusto
Depois de instalado o OpenSUSE ficou com as duas partições, sda1 (swap) e sda2 (/), repectivamete com 514 MB e 3,5 GB de espaço em disco. Depois de tudo incluído foi o segundo em aproveitamento de espaço com 777 MB. A integração do aplicativos (Apache, PHP e MySQL) também foi transparente. Depois da primeira inicialização foi necessário instalação de mais dois pacotes o ifplugd para configuração da rede por DHCP e o mais incrível não tinha o comando ping por padrão. A instalação do pacote iputils que continha o comando ping foi realizada após consulta em um fórum de suporte [1] . Grande destaque é o utilitário YaST2 que funciona em modo texto também. Com o YaST2 o administrador não precisa tocar em nenhum arquivo de configuração, pelo menos no contexto deste trabalho. Através do menu “Network Services” -> “HTTP Sever“ do “YaST2 Control Center” é possível a criação de quantos domínios virtuais forem necessários, através de menus temos uma infinidade de opções do apache para cada domínio (site). A Figura 3 exibe a lista de arquivo do diretório /etc/apache2 que não recebeu intervenção direta em nenhum momento. Observou-se um ligeiro atraso durante a aplicação das configurações com a ferramenta que já recarregava o servidor apache automaticamente.
Figura 3: Arquivos de Configuração do Apache no OpenSUSE
No próximo e último post desta série, serão apresentados os resultados e conclusões, qual será a distro Linux mais indicada para um servidor LAMP? Debian, CentOS ou OpenSUSE?
[1] - http://forums.suselinuxsupport.de/index.php?showtopic=64927












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